7 dicas para melhorar as idas ao cabeleireiro

Se eu vos perguntar qual é a parte do vosso corpo que mais valorizam, aposto que a maioria de vocês vai responder que é o cabelo. Essa é uma das razões porque as idas ao cabeleireiro podem revelar-se um tormento: não sabemos como iremos de lá sair.

 

Honestamente não sou muito apegada ao meu cabelo. Gosto dele, sim, mas não demasiado que não me permita arriscar em cortes ou cores mais radicais. Além disso durante anos não tive uma cabeleireira fixa, o que significa que passei por várias experiências menos boas até finalmente acertar.

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Se ir ao cabeleireiro vos deixa inseguras e ansiosas, neste post reúno algumas dicas com base na minha experiência que vos podem ajudar a lidar melhor com isso. Acredito que, se planearmos tudo bem, sairemos menos decepcionadas!

  1. Escolher um cabeleireiro/a de confiança
    Ter os nossos cabelos ao cuidado de um cabeleireiro/a no qual podemos confiar de olhos fechados, que conhece os nossos gostos e não desilude é uma bênção! Para lá chegarmos existem 3 caminhos: experimentar vários “às cegas” até acertar (o caminho mais difícil), apostar nos que são mais conceituados (mas que podem cobrar-nos balúrdios) ou seguir as recomendações de amigas e familiares cujo cabelo admiramos (o caminho mais fácil).
  2. Fazer uma marcação com antecedência
    Às vezes queremos aproveitar um impulso ou um desejo momentâneo e ir a correr para o cabeleireiro antes de mudarmos de ideias, porém nem todas são boas alturas para fazer uma marcação. Evitem marcar para os sábados de manhã, já que é a altura da semana em que os salões recebem mais pessoas, e para o final do dia, porque corremos o risco de ser atendidas à pressa. As terça-feiras também costumam estar fora de questão, já que a maioria dos salões fecha para descanso. Quando finalmente tiverem a vossa marcação, certifiquem-se de que são pontuais ou podem ter o cliente seguinte a passar-vos à frente.

    A minha pior experiência: chegar atrasada 15 minutos e ter de ficar à espera 1 hora para ser atendida (o tempo que demorou a atender a cliente seguinte), enquanto lidava com o constrangimento de ter atrapalhado a agenda do salão.

  3. Baixar as expectativas
    Sabem quando vão ao cabeleireiro com um corte de cabelo em mente, ou até mesmo uma fotografia, e querem que o profissional faça igual? São raros os casos em que ficamos 100% satisfeitas porque há várias nuances que influenciam o resultado final: o tipo de cabelo, o tipo de corte, a cor, os cuidados diários… regra geral conseguimos que fique quase parecido, o que pode não ser suficiente. Por essa razão sejam flexíveis e abertas a sugestões, não vão ao cabeleireiro com expectativas muito altas, achando que será fácil conseguir o look que têm em mente.

    A minha pior experiência: a cabeleireira recusar-se a fazer o corte que eu lhe pedi porque garantia que não ia resultar. Fez apenas parecido e eu não gostei.

  4. Confiar no profissional que opina
    Este ponto pode parecer contrariar o anterior, mas a verdade é que devemos desconfiar de um profissional que concorda com tudo o que lhe pedimos para fazer, sem dar opinião e sem sugerir outra coisa. Porque acredito que esses são os mais honestos, que nos preparam caso as expectativas saiam defraudadas e não se comprometem em cumprir as nossas expectativas ao milímetro.

    A minha melhor experiência: pedir à cabeleireira para recriar no meu cabelo um corte igual ao de uma fotografia que lhe mostrei, ela explicar que o resultado não ia ficar exatamente igual mas fazer na mesma o que lhe pedi. Saí de lá com o corte pretendido mas, passados uns dias, percebi que ela tinha razão.

  5. Deixar bem claro o que se pretende
    Se vão ao cabeleireiro só para cortar as pontas, esclareçam bem o comprimento que querem que seja cortado. O mesmo acontece com os cortes e colorações: expliquem ao detalhe, mesmo que pareçam demasiado insistentes, para evitar erros de comunicação que vos podem sair caros. Além disso é importante ficarmos atentas ao trabalho do/a cabeleireiro/a ao longo do processo,  não hesitar em chamar a atenção quando acharmos que algo não está a correr como planeado ou tirar dúvidas se nos sentirmos inseguras.

    A minha pior experiência: pedir à cabeleireira para me aclarar o cabelo sem descolorar, e ela descolorar.

  6. Não deixem que o/a cabeleireiro/a tome todas as decisões
    A menos que frequentem um salão de cabeleireiro de confiança, acredito que já tiveram uma má experiência com um destes profissionais que decidiu fazer-vos um corte ao seu gosto, isto é, à maneira dele/a, e não à vossa. A verdade é que alguns cabeleireiros/as entusiasmam-se e começam com “Eu acho que te ficaria bem se eu fizesse assim e assim…” e, quando vocês dão por isso, eles já estão a apoderar-se do vosso cabelo e a fazer-lhe coisas que vocês não se lembram de ter aceite.

    A minha pior experiência: a cabeleireira pintou-me o cabelo da maneira que ela quis (umas californianas muito manhosas), disse que eu me ia habituar, mas tive de voltar ao salão no dia seguinte porque não aguentava ver-me ao espelho. 

  7. Averiguar as diferenças de preços
    Os preços num salão de cabeleireiro normalmente dependem de dois factores: o local onde se situa e quem trabalha nele. Se o salão estiver bem situado, numa zona central e com excelentes instalações, os preços serão mais altos; se o profissional for mais moderno, famoso, um “cabeleireiro da moda” e/ou de personalidades públicas, os preços também são mais puxados. Na maioria dos casos o preço não é um indicador directo de qualidade, por isso é melhor confiar em recomendações do que na tabela de preços, nome ou morada do salão.

    A minha pior experiência: voltar a um cabeleireiro passados alguns meses e perceber que, além de terem renovado o espaço, passaram a cobrar quase o dobro pelos mesmos serviços prestados pelos mesmos funcionários; 
    A minha melhor experiência: ter cortado o cabelo num salão de cabeleireiro de shopping e sair satisfeita com o resultado final, pagando menos do que o esperado e ainda receber um batom como brinde!